
DIVERGÊNCIA DE VALORES: um risco invisível no transporte
A falta de alinhamento entre mercadoria e documentação pode invalidar coberturas.
No transporte rodoviário de cargas, pode acontecer divergência entre o valor real da mercadoria e o valor declarado na Nota Fiscal, especialmente em operações envolvendo itens usados.
Essa prática, muitas vezes tratada como operacional ou fiscal, pode gerar impactos diretos na cobertura securitária e na responsabilidade do transportado.
Em diversos casos, a Nota Fiscal não representa o valor efetivo da carga, mas sim:
Valor contábil depreciado Valor simbólico
(ex: transferências internas)
Valor inferior ao de mercado
(comum em bens usados)
Resultado:
o risco transportado é maior do que o risco declarado.
Principais impactos para transportadoras e embarcadores:
O seguro é contratado com base no valor da NF.
Indenização insuficiente em caso de sinistro
Em caso de perda, o ressarcimento poderá ser inferior ao prejuízo real.
Risco de questionamento de cobertura por Declaração Inexata de risco
Alteração no fluxo de caixa para arcar com o saldo residual
Operações com maior incidência
Esse risco é mais frequente em:
Máquinas e equipamentos usados Peças e componentes recondicionados Equipamentos industriais desativados Veículos e implementos
Eletrônicos seminovos
BOAS PRÁTICAS RECOMENDADAS PARA MITIGAR ESSE RISCO
Declarar o valor real da mercadoria Averbar corretamente os embarques Formalizar responsabilidades contratuais
Avaliar valor de mercado da mercadoria em suas condições atuais